Casa de Bertold Brecht, Augsburg/Bavária/Alemanha
O coracao do viajante é um músculo, além de involuntário, voluntarioso. Traicoeiro, consegue apagar dos confins da memoria todos os insucessos e malogros das viagens anteriores. Assim, faz do viajante um otimista em potencial, que zomba das intempéries e vive em eterno estado ‘Poliana’ de ser.
Eu havia mesmo me esquecido de uma e outra sisudez sem propósito, daquelas tipicamente européias. Tudo bem, me lembrei de novo e nao gostei novamente, confesso. Mas o aroma dos pinheiros, o frio que chega desavisado e corta até pensamento, as casinhas de boneca, o sorvete com porcao extra de Sahne (chantilly), a sensacao de estar andando dentro de um livro de história faz apagar, de novo, todo e qualquer desamor.
(Perdao pela demora em escrever. Vida de viajante com rebentos a tiracolo tem lá suas delícias, mas nao sobre muito tempo para algumas delicadezas, como escrever pr´este blog. Mais tarde tem foto).
Título do meu texto preferido de Brecht, “Se os tubaroes fossem homens“. Pois que simples, pensado para os pequenos, e fabuloso.

Já tás voltando e nada de post novo. :~
Espero que a viagem esteja sendo/tenha sido ótima. Quando a gente tá ocupada cuidando de quem ama e vivendo coisas boas, não sobra mesmo tempo pra algumas coisas, né? Tá perdoada. ;P
Beijo!